Antes que morra afogado

Você nunca passou um agosto da vida ao meu lado.

Não faz ideia que meu corpo quente treme de frio nas madrugadas de Fortaleza, e nessa época do ano até torço o nariz para chá gelado.

Você nunca soube compreender minha mania horrível de gastar a água do mundo, dizia, para manter as gotas d’água na superfície do corpo.

Não faz ideia que as tarde do mês oito acompanham um sol vermelho centralizado entre a Ponte Velha e a torre da Ponte dos Ingleses. E que a Dona Penha abençoa o meu mergulho entre os corais da Praia de Iracema, na tentativa de colocar algum juízo na minha cabeça.

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